Programa Bandeira Azul reforça papel estratégico da sustentabilidade no setor náutico durante o Blue Nautical Hub Brasil 2026
Debate evidencia como certificações ambientais se consolidam como ativos de gestão, reputação e desenvolvimento econômico

O avanço da sustentabilidade como eixo estruturante da Economia do Mar ganhou destaque durante o Blue Nautical Hub Brasil 2026, realizado em Florianópolis (SC). A participação do Programa Bandeira Azul na mesa “Sustentabilidade, ESG e Certificações como Ativos da Economia do Mar” evidenciou o papel das certificações como instrumentos concretos de transformação do setor náutico.
Representando o programa, a coordenadora nacional Leana Bernardi apresentou como critérios ambientais, governança e monitoramento contínuo que vêm contribuindo para a qualificação de praias, marinas e embarcações de turismo no Brasil, ampliando padrões de qualidade e fortalecendo a gestão desses espaços.
A mesa foi mediada por Michele Castilho, diretora de Turismo e Sustentabilidade da ACATMAR, e reuniu especialistas para discutir como sustentabilidade, ESG e boas práticas podem sair do campo conceitual e se consolidar como ativos estratégicos para o desenvolvimento econômico e territorial.
Certificação como instrumento de qualificação
Um dos pontos centrais do debate foi a necessidade de ampliar a compreensão sobre o papel das certificações no setor náutico. Mais do que um reconhecimento simbólico, elas foram apresentadas como ferramentas estruturantes, capazes de organizar processos, estabelecer critérios claros e elevar o padrão ambiental e operacional.
Nesse contexto, o Programa Bandeira Azul foi destacado como referência na aplicação prática desses princípios, especialmente em praias e marinas, segmentos em que o Brasil já apresenta maior nível de maturidade.
Leana Bernardi reforçou esse papel ao destacar que a certificação exige consistência ao longo do tempo. “A certificação não é um selo decorativo. Ela organiza a gestão, qualifica a operação e fortalece a reputação de forma estruturada”, afirmou.
Da intenção à prática
O debate também evidenciou que o principal desafio do setor náutico não está mais na falta de conhecimento, mas na capacidade de transformar diretrizes em prática cotidiana. A sustentabilidade, nesse cenário, precisa estar incorporada à operação, aos processos e à tomada de decisão.
Apesar do potencial natural e da vocação do Brasil para a Economia do Mar, ainda há espaço para avançar na consolidação de uma cultura mais estruturada de qualidade e adesão a padrões. Esse desafio se torna ainda mais evidente no segmento de embarcações de turismo, que enfrenta questões relacionadas à padronização, monitoramento e engajamento dos operadores.
Sustentabilidade como ativo estratégico
Outro destaque da mesa foi a consolidação da sustentabilidade como fator de competitividade. Quando integrada à operação, ela contribui para ganhos de eficiência, redução de riscos e fortalecimento do posicionamento de destinos e empreendimentos.
“A sustentabilidade precisa sair do campo da intenção e entrar na rotina do setor”, pontuou Leana, ao reforçar a importância de transformar diretrizes em prática contínua.
Articulação e próximos passos
Como encaminhamento, a mesa apontou a necessidade de ampliar a articulação entre os diferentes atores da cadeia náutica, fortalecer a troca de experiências e incentivar a adoção de práticas concretas. A construção de padrões mais elevados passa por consistência, escala e continuidade.
A participação do Programa Bandeira Azul no Blue Nautical Hub Brasil 2026 reforça a importância de integrar certificações, gestão e operação como pilares da Economia do Mar. Mais do que uma tendência, a sustentabilidade se consolida como condição essencial para o desenvolvimento qualificado do setor náutico no Brasil.